domingo, 24 de setembro de 2017

Aula sobre migrações.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Atlas de vulnerabilidade social.


O IPEA- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, disponibiliza em seu site um espaço envolvendo dados socioeconômicos em mapas temáticos.
É possível configurar os mapas de acordo com os dados que lhe interessam, os quais podem ser, por exemplo: expectativa de vida, mortalidade infantil, estrutura urbana etc. 
O mapa desta postagem é um exemplo de customização dentre os possíveis de serem realizados.
Utilize os serviços no site http://ivs.ipea.gov.br/ivs/pt/mapa/.

Matriz de geração elétrica no Brasil.

"De uma forma geral matriz elétrica pode ser definida como sendo um conjunto de fontes distintas que ofertam internamente energia, ou mais precisamente ser definida como sendo a oferta interna discriminada quanto às fontes e setores de consumo. Ela pode ser entendida como um instrumento técnico que permite a um país acompanhar os resultados das políticas e estratégias setoriais implantadas, e traduz de forma bastante fiel as respostas do mercado e da sociedade às opções encontradas. 
Com base neste instrumento, pode-se reajustar o processo de planejamento do setor por meio, por exemplo, dos parâmetros de oferta e demanda, de forma que a matriz energética expresse os interesses da coletividade e reflita as políticas e estratégias setoriais em andamento. 
Também, como instrumento técnico, o acompanhamento da evolução das fontes de energia presentes na matriz elétrica pode certamente subsidiar a tomada de decisões no setor. Nesse aspecto, os países que evoluem com sua matriz para recursos energéticos de custo e de impacto ambiental baixos obtêm seguramente importantes vantagens comparativas. Paradoxalmente, com o desenvolvimento econômico e social há uma expressiva demanda de energia e com isso a necessidade de um alto grau de segurança e de sustentabilidade energéticas, muitas vezes gerando desagradáveis impactos ambientais (TOLMASQUIM; GUERREIRO; GORINI, 2007)
No caso da matriz elétrica brasileira no que diz respeito à participação das diversas fontes na geração de energia, as usinas hidrelétricas são de longe as majoritárias entre os empreendimentos em operação. Atualmente, a capacidade instalada de geração elétrica em território brasileiro é de 109.245,6 megawatt (MW) de potência, sendo a fonte hídrica a maior contribuidora, seguida dos empreendimentos à base térmica. Não menos importante, um total de 8.170 MW de potência é injetado no sistema elétrico brasileiro, oriunda da importação de países, como o Paraguai (5.650,0 MW), a Argentina (2.250,0 MW), a Venezuela (200 MW) e o Uruguai (70 MW) (ANEEL, 2010). 
A tabela 2 mostra a participação das principais fontes de geração utilizadas no cenário energético do setor elétrico brasileiro, destacando os empreendimentos que estão operando, assim como aqueles que estão em construção ou foram concedidos – licitação – ou autorizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Observar que a potência apresentada em MW mostra o perfil da capacidade instalada do parque gerador nacional e não a energia produzida ou consumida por hora.

De acordo com a tabela 2, na primeira grande coluna é mostrado o conjunto de usinas Em operação, ou seja, aquelas que já estão gerando energia, seja para o serviço público, autoprodução – uso exclusivo –, seja para a produção independente. Já na segunda coluna denominada Em construção está disposto o contingente de usinas que estão sendo construídas, bem como aquelas que foram recentemente licitadas ou autorizadas pelo órgão regulador, mas que ainda não iniciaram sua construção. 
No caso das usinas hidrelétricas atualmente existem 852 usinas em operação, perfazendo um total de 79.182,3 MW de capacidade instalada, o que representa 72,5% do parque gerador de energia elétrica em território brasileiro. Por sua vez, na coluna Em construção existem 311 usinas hidrelétricas que agregarão à matriz elétrica cerca de 15.000 MW, resultando em 94.519 MW de capacidade instalada, ou seja, a participação futura da fonte hídrica diminuirá para 64,4%. 
Já a fonte térmica possui um total de 1.341 usinas em operação com cerca de 27.000 MW, representando um quarto da matriz elétrica brasileira. Por seu turno, o acréscimo por conta das usinas em construção na quantidade de 216 resultará em 46.082,5 MW de capacidade instalada. Com isso, futuramente a participação das usinas térmicas na matriz saltará de 25% para 31,4%. Conforme distribuição das fontes térmicas presentes na tabela este crescimento ocorre principalmente em razão do aumento de usinas térmicas à base de combustíveis fósseis e biomassa, ou seja, as usinas térmicas à base de biomassa saltarão de 6,4 para 7,2%, enquanto as derivadas de combustíveis fósseis passarão de 17,7 para 23,1%. Observa-se que a magnitudedo crescimento relativo junto ao parque gerador futuro para combustíveis fósseis foi de 5,4% enquanto que para fontes à base de biomassa de 0,8%, ou seja, uma diferença de mais de cinco vezes. Portanto, a perda de espaço da fonte hídrica na matriz elétrica é por conta das usinas térmicas, porém se verifica que uma quantidade significativa usa como combustível fontes renováveis, como bagaço de cana, madeira, carvão vegetal etc.
Por outro lado, do ponto de vista da sustentabilidade ambiental, virtuosamente a participação de fontes eólicas nos últimos anos tem ganhado espaço junto à matriz elétrica, saindo de 45 usinas em operação, com aproximadamente 794,3 MW de potência para mais de 2.000 MW de capacidade com o acréscimo de mais 41 usinas. Ou seja, há um salto de 0,7% de usinas eólicas para 2,1% a sua participação no parque gerador. Ressalta-se que esse crescente aumento demonstra que o custo não está sendo proibitivo na implantação destes empreendimentos (CAVALIERO; DA SILVA, 2005). Também, em certa medida, é resultado dos incentivos regulatórios proporcionados a este tipo de fonte, e impulsionado por conta dos últimos leilões de energia promovidos pelo MME, objetivando o planejamento energético federal. 
Na contramão do bom desenvolvimento da fonte eólica a participação da fonte solar na matriz elétrica brasileira é bastante desprezível, não chegando a 0,1%. Certamente o custo é o principal impeditivo para o alastramento deste tipo de tecnologia. Devido ao incipiente estágio de desenvolvimento e sua produção em escala não industrial, ele não é atrativo de um ponto de vista estritamente econômico (CAVALIERO; DA SILVA, 2005). 
Entretanto, se a forma tradicional de avaliação de energia considerar os custos ambientais das fontes convencionais e a vantagem das fontes alternativas renováveis ao meio ambiente, certamente esse quadro seria modificado. Porém deve-se pontuar o fato de que as ações em termos de políticas públicas nesse sentido também são diminutas, não alterando o cenário. 
A geração de energia elétrica proveniente de fonte nuclear, no caso as usinas termonucleares, apresentam duas unidades em operação totalizando atualmente cerca de 2.000 MW de potência instalada, ou seja, 1,8% da matriz elétrica nacional. Para os próximos anos haverá o ingresso de mais uma unidade com 1.350 MW de potência, totalizando 3.357 MW de potência e resultará em uma participação no parque gerador na ordem de 2,3%. 
Entre os vários motivos para a baixa participação desta fonte uma de bastante relevância é o fato de competir à União a exploração dos serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e o exercício do monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e o reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus derivados. Por ser constitucionalmente de competência exclusiva do governo federal o acesso por particulares a implantação desta fonte é proibida e, portanto o desenvolvimento dela fica a cargo da vontade estatal. 
Do ponto de vista ambiental, as atividades nucleares no país são submetidas a um amplo e detalhado processo de licenciamento junto ao Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e do ponto de vista nuclear, junto à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Essas duas instituições avaliam os eventuais impactos que aquelas atividades exercem sobre o trabalhador, a população e o meio ambiente, permitindo as mesmas emitirem ou não as licenças e autorizações necessárias ao seu funcionamento. Para isso, estabelecem condicionantes e exigências a serem cumpridas pelo responsável de modo a minimizar os impactos negativos dela decorrentes (EPE, 2006)." 

Fonte:
IPEA- Sustentabilidade ambiental no Brasil: diversidade, economia e bem-estar humano. fev. 2011.  pp. 5-7. [online] http://repositorio.ipea.gov.br/bitstream/11058/4623/1/Comunicados_n77_Energia.pdf Acesso 23/06/2012.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Dicas de português.


O Prof. Paulo Hernandes desenvolveu um site com 169 dicas de português. Um material excelente para consultas rápidas e objetivas, escrito com  clareza e de forma didática.
Vale a pena conferir.
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